Av. Atântica esquina com República do Perú, final dos anos 50

Nossa foto de hoje mostra, a cores, um pequeno pedaço do bairro de Copacabana com muita felicidade.
Estamos vendo a esquina da Av. Atlântica com a República do Perú. A esquina é facilmente identificada pelo Colégio Cicero Penna, em seu prédio original, com as duas grandes varandas de forma circular em estilo eclético. É interessante observar a entrada do colégio, bem como o parquinho com brinquedos no pequeno playground ao lado do prédio principal.
Na rua, muitos carros de produção americana e européia, mas já vemos alguns Jeeps e uma Kombi, certamente montados no Brasil, mas não 100% nacionalizados.
Após a esquina vislumbramos um pedaço das varandas do Ed. Netuno, ainda abertas e ao rés do chão a Confeitaria Alvear.
A praia se mostrava vazia e convidativa, mas em breve estaria encoberta pela sombra dos prédios, construídos sem a preocupação que o Plano Agache tinha com o sombreamento da praia, observada somente pelo Ed. Garujá, e um hotel no Posto VI, esse encoberto por uma construção frontal ainda mais cedo que o famoso edifíco.
O local que a foto foi tirada é um bom mistério, pois os prédios ao lado do Cicero Penna, não possuem esse tipo de veneziana, a única hipótese seria um prédio de 6 pavimentos, de inspiração déco, demolido na segunda metade dos anos 50 para a construção do edifício Gonden State, o que dá para nossa imagem o ano máximo de 1956.
Um detalhe é observar as cores dos anos 50, principalmente na roupa dos pedestres e banhistas.
A foto foi obtida através de nosso novo link o Blog dos Carros Antigos ( http://carrosantigos.wordpress.com/ )
Luís Felipe comentou,
Ahhh! a esquina por onde eu sempre passo a caminho da praia!!
Não sabia que a Escola Cícero Pena era antes assim, eclética.
Confeitaria Alvear, então agora o Manoel&Joaquim !!
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1 de junho de 2009 às 22:10
Luiz D´ comentou,
Difícil acreditar que o prédio da escola tenha se mantido até hoje na Avenida Atlântica, mesmo com todas as cláusulas que assim o garantam. Não sei como não deram um jeito de colocá-lo abaixo e de vender o terreno para alguma construtora.
Também chama atenção a largura da calçada junto aos prédios e mesmo a largura da calçada junto à praia – havia muito menos gente naquela época.
E o que dizer da Av. Atlântica com estacionamento junto aos prédios e mão-dupla?
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Andre Decourt respondeu em 2 de junho de 2009 às 8:40:
Foi feito uma Doação com cláusula condicional, se o imóvel perder a finalidade educacional, volta para a família do doador. O Cócio Barcelos possui também a mesma cláusula.
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2 de junho de 2009 às 4:15
Derani comentou,
E o mar tão perto…
Hoje em dia para se chegar ao mar aí tem que se atravessar um verdadeiro deserto do Sahara.
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2 de junho de 2009 às 11:15
Rafael Netto comentou,
Vê-se na via a mesma coisa que aparecia (com muito mais tráfego) numa foto da Voluntários postada pelo Luiz. A rua tinha três faixas e era mão dupla, não tinha uma faixa dividindo as mãos de tráfego, parece que a pista do meio era usada pelas duas direções.
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2 de junho de 2009 às 11:58
Marcus Wagner comentou,
Moro no 9º andar de um edifício de 1936 na República esquina com N.S. de Copacabana, na época foi construído com 9 andares para ter vista eterna sobre o mar, um antigo morador me disse que a cota no quarteirão da praia nesse ponto, que é mais estreito, era de 5 andares. O André D. ou algum outro conhecedor poderia esclarecer essa dúvida?
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Andre Decourt respondeu em 2 de junho de 2009 às 15:07:
Marcus, o Netuno é do início dos anos 30 e já foi construído com 8 pavimentos. Acredito haver é a separação dos edifícios das divisas, aliás como era o Netuno.
Se não me engano em grande parte do bairro vigorava o gabarito de 8 com afastamento, variável, e 5 sem afastamento das divisas
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2 de junho de 2009 às 14:57
Norberto comentou,
adoro fotos coloridas dessa época, muito bom!
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2 de junho de 2009 às 15:02
Augusto comentou,
Estranho! Ninguém reclamou de aparecer uma foto colorida da década de 50… Há mais de 50 anos, já havia tendas na praia.
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Augusto respondeu em 2 de junho de 2009 às 17:57:
E redes de vôlei…
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Luiz D´ respondeu em 2 de junho de 2009 às 20:56:
As tendas eram usadas por grupos de banhistas e não por ambulantes.
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2 de junho de 2009 às 17:56
Richard comentou,
É sempre bom lembrar que nesta época quase não havia sinais de trânsito. Acho que não os havia na
Atlântica. Ah!… Nem pisca-pisca nos carros.
Se íamos pela Av. e resolvíamos entrar a esquerda, fazíamos o sinal com o braço e, coisa incrível, nenhum carro que viesse em sentido contrário o arrancava. Só tinha otário. Diminuiam a velocidade, paravam e deixavam você entrar!
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Edesio Portes respondeu em 9 de junho de 2009 às 16:25:
Achei um primor de sensibilidade o termo que você usou para adjetivar motoristas educados daquela época… se tivéssemos mais “otários” nas ruas de hoje, talvez não tívessemos tantas mortes nas estradas brasileiras – uma queda de Airbus a cada 2 dias.
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2 de junho de 2009 às 19:05
fait divers comentou,
Foto maravilhosa! Praias vazias, poucos carros, comer sorvete na varanda do Hotel Riviera, passear sem medo de assalto… nunca mais. Feliz de quem viu, mesmo sem curtir tanto assim, pois nunca poderíamos imaginar a degradação que se seguiu.
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2 de junho de 2009 às 22:56
JBAN comentou,
As cores são fantásticas. E as cores dos automóveis ! Uma janela real para o passado. Já estou me vendo dirigindo o Dodge por aí.
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3 de junho de 2009 às 8:47
Marco Ribeiro comentou,
Fiz o jardim da infancia, ai no Cicero Pena, na virada dos anos ‘50 e ‘60 do século passado… Uma beleza! a praia encostadinha, do lado, onde as professoras nos levavam para brincar, fazer ginastica. Era um jardim de infancia publico,experimental, muito concorrido para entrar, tinha um sorteio. Fui sorteado. Gostaria muito de ter essa imagem, mas por razao desconhecida nao consigo baixa-la integra, em um tamanho decente. Voces conseguiriam manda-la pra mim no meu email. Agradeço desde ja’ e parabéns pelo blog que vou salvar entre os meus favoritos. Marco Antonio
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12 de fevereiro de 2010 às 6:18
Beth comentou,
Estudei no Cícero Penna nos anos 60, quando ainda era uma casa grande, bonita. Até hoje lamento que ela tenha sido derrubada, dando lugar a uma construção que se mantém até hoje, uma escola com o mesmo nome, mas totalmente diferente.
Adorei encontrar esta menção hoje aqui, deu saudade.
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9 de abril de 2010 às 23:18