Nossa imagem de hoje mostra o Palácio Monroe em seus últimos dias, final dos anos 60 ou início dos 70.

O prédio, já tinha sofrido suas nefastas modificações, feitas pelo Senado ou pelo órgão militar que o ocupou depois da ida da capital para Brasília. Vemos o terceiro andar e as duas salas de maquinas de elevadores, construídos no início da década de 60. Como também podemos ver  a varanda fechada, que já vinha desde os anos 50.

Os jardins, embora com suas aléias tomadas por carros ainda se mantinha surpreendentemente composto, algo que seria modificado nos extertores do palácio quando a área foi toda asfaltada. Os postes da iluminação pública ainda se mantinha no lugar, os da calçada desde 1904, e os do jardins desde os anos 30.

A rua mostra elementos da organização do tráfego típicos da época da Guanabara, os populares Gelos Baianos, usados como forma provisória de segmentar o transito, que acabavam em grande parte dos casos se tornando definitivos e as vagas marcadas no asfalto, novidade na cidade à época, onde antes se parava de qualquer maneira.

Aparentemente ou o estacionamento está sendo criado ou removido, pois vemos operários na região e os ônibus acessando uma via que com os carros estacionados seria muito estreita para eles, vemos no asfalto também alguns trilhos, já abandonados.

Essas modificações, facilmente reversíveis, e o ecletismo do prédio, tão fora de moda nos anos 70, foram os argumentos usados por seus detratores para sua destruição. Que privou a cidade e o país de um prédio intimamente ligada a sua história republicana, o transformando num dos símbolos da contínua destruição da Cidade do Rio de Janeiro.