Como todos sabemos a abertura da Av. Princesa Isabel foi extremamente tumultuada, principlamente no trecho após a Rua Ministro Viveiros de Castro, onde de fato o larguíssimo traçado ia encontrando um grande núnero de construções, casas, lojas e prédios de 8 e 10 pavimentos muitas vezes com menos de 10 anos de construídos.

Sob custosas desapropriações a avenida foi sendo aberta, até chegar no quarteirão entre a Av. Atlântica e Copacabana. Alguns imóveis chegaram a ser demolidos, mas o que fazer com o conjunto de pelo menos 3 prédios residenciais, dois de frente para o  mar e um hotel, o famoso Vogue. Para deixar os custos com as desapropriações ainda mais altos, dos prédios o mais velho, o Ed. Edmundo Xavier, tinha  20 anos, tendo sido um dos primeiros prédios com linguagem moderna construído na orla em 1932. Os demais eram do início dos anos 40, construídos antes dos planos definitivos da nova avenida serem decididamente traçados. Nos planos anteriores a intervenção iria no máximo até a Ministro Viveiros de Castro.

Tudo levava a crer que a administração distrital nunca conseguiria resolver a questão, até a Boite Vogue se incendiar e destruir o prédio do hotel, condenando a estrutura e propiciando sua demolição. Com o imóvel mais caro do quareteirão destruído ficava muito mais fácil a adm. pública desapropriar e demolir os prédios restantes, terminando assim a avenida.

Curiosamente como atestam essas imagens do acervo do Globo, o último prédio a cair foi o primeiro a ser construído, o Edmundo Xavier. Nessas duas imagens de 1960 vemos os suspiros finais do prédio, na primeira foto, tirada quase na altura da Praça Demétrio Ribeiro vemos o prédio nas estruturas, o que atesta que sua demolição foi bem lenta. De início demoliu-se toda a alvenaria, deixando a estrutura nua, para depois ser esta implodida.

A segunda imagem mostra as últimas lages ainda empilhadas e alguns pilares de pé, na altura do primeiro pavimento. Em breve a avenida seria terminada. Certamente por debaixo da pista que vai para a praia e parte do canteiro central temos as fundações do velho prédio, como também devemos ter do seu vizinho, demolido antes.

O Ed. Edmundo Xavier pode ser visto aqui: http://www.rioquepassou.com.br/2008/10/02/