Av. Copacabana, esquina com Constante Ramos, final dos anos 60
Essa é uma daquelas imagens que nos trás as melhores lembranças de infância, de pessoas que já se foram mas que deixaram muitas saudades, no caso minhas tias avós.
A foto tirada do prédio que por muitos anos abrigou a loja Hélio Barki, e que estava em construção, mostra o lado para da avenida, notadamente o trecho que faz esquina com a Rua Constante Ramos, o endereço que um dos ramos da minha família materna morou desde o final dos anos 20, até o início do séc. XXI.
Entre a massa do prédios, todos dos anos 40 e 50, vemos o Ed. Província, que teve seu folder de lançamento já publicado aqui em 2005 ( http://www.rioquepassou.com.br/2005/05/18/ ), que é o prédio de fachada alaranjada e com a marquise a 08 metros do chão, que vemos na foto, após a esquina da Constante Ramos.
No quarto andar ( segundo após a marquise) ficava ( fica, vazio, sem alma) o apartamento de minhas tias, onde podemos ver até o enorme ar-condicionado da marca Admiral, dos anos 50 onde uma das operações a ser realizadas quando ligava-se o equipamento era despejar um litro d’água em seu condensador.
A foto mostra ainda para os que queiram explorar a imagem, que tem apenas média resolução, o letreiro da loja da Ducal, bem na esquina onde hoje há uma das indefectíveis farmácias que sugam os espaços comerciais do bairro, com cara de lavagem de dinheiro, as cásias da primeira arborização da avenida, dos anos 20, e mais alguns elementos como uma caixa de controle dos sinais de transito, um pirulito padrão EGB, de placas de acrílico branco e poste prateado,uma luminária Thonson suspensa bem na parte inferior da foto e um tráfego tranquilo de um dia que poderia ser um sábado de manhã, o que me trás ainda mais saudades.
Os prédios até hoje estão todos, um pouco mais envelhecidos, alguns com outras cores, das cássias nesse trecho apenas uma sobrevive, bem defronte do Ed. Província e o urbanismo, com suas calçadas em pedras portuguesas com motivos claramente art-déco foram substituídas por um ridículo cimento, num dos mais feios projetos Rio-Cidade do período CM, que hoje se encontra totalmente remendado, gretado, provocando tombos as centenas por dia.

Bruno Chaves comentou,
As obras do Rio Cidade são uma nojeira. De todas o que eu mais lamento são as calçadas da Av. Rio Branco. Calçadas do início do século XX destruídas para dar lugar a desenhos sem graça.
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12 de maio de 2010 às 2:15
Glaucio comentou,
Gostaria de recomendar aos amigos um site que descobri essa semana, o Zappiens (http://zappiens.br). Possui acervo de filmes antigos. Destaque para a seção de cinejornais dos anos 70, com muitas imagens do Rio Antigo (http://zappiens.br/portal/tema.jsp?idTema=3).
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Andre Decourt respondeu em maio 13th, 2010 às 23:48:
Glaucio, muito obrigado pela dica, já estou vendo os noticiários da década de 70.
Abraços !!!
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12 de maio de 2010 às 23:05
JBAN comentou,
Os vídeos indicados pelo Glaucio são sensacionais !!!!
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22 de maio de 2010 às 12:20
Glaucio comentou,
Que bom que gostaram da dica! Peço que divulguem, para que o site receba muitos acessos, e quem sabe ampliem o acervo. Abraços!
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23 de maio de 2010 às 0:40