Hoje faremos um post duplo com o “Saudades do Rio – O Clone” de autoria do misterioso AD, que postou na última sexta uma foto do Pavilhão das Grandes Indústrias em construção ( http://fotolog.terra.com.br/sdorio:1969 ), foto de autoria de Malta. Além do pavilhão construído se utilizando duas velhas construções coloniais de funções bélicas, a antiga Casa do Trem do Arsenal de Guerra e o Forte do Calabouço.

As duas imagens mostram  em primeiro plano a construção do Forte do Calabouço que alterou profundamente o velho fortim instalado no início da ocupação definitiva da cidade no Castelo, e que veio ao longo dos séculos sofrendo reformas que o transformaram de mero retiro de artilharia, passando por unidade fortificada e depois abandonada para esta finalidade, encontrando diversas ao longo dos anos, notadamente a de prisão.

As obras ecletizantes da Expo de 22, transformaram e taciturna unidade militar, que ficava numa estratégica quina da cidade, em uma grande torre “colonial” com quase 30 metros de altura, do velho forte pouco sobrava, talvez apenas sua base.

A foto de hoje, vista em alta resolução ainda nos dá a vista de vários outros pavilhões, como o da Caça e Pesca, Estatística, Concertos/Música, Estados e o falso frontão neo-colonial instalado na fachada art-noveu do Mercado Municipal.

Poucos anos depois tudo se modificaria, primeiro com o aterro do pequeno atracadouro na direita da imagem, ainda nos anos 20, depois com a demolição da torre do Calabouço, no início dos anos 40, como parte de uma requalificação viária pós Plano Agache, depois com consequência do Perimetral a demolição do Pavilhão da Caça e Pesca e do Mercado, e por fim com a ditadura, demolindo-se o Ministério da Agricultura, antigo Pavilhão dos Estados. Hoje, de todas as construções que vemos na imagem apenas o Pavilhão da Estatística e uma das torres do Mercado permanecem de pé, num região que foi arruinada por desastrosas intervenções urbanas.

Agradecemos ao amigo Carlos Ponce de Leon Paiva o envio desta foto.