Igreja da Penha e Olaria, anos 30
Nessa impressionante foto da Life, datada aproximadamente do meio dos anos 30 vemos a região fronteira ao santuário da Igreja da Penha e fundos do bairro de Olária no subúrbio da Leopoldina.
Da região vazia e quase rural, cortada por uma rua gerada espontaneamente e que abrigava ralo casario, temos hoje uma das regiões onde o Estado Brasileiro vai tendo sua presença cada vez mais tênue, a região envolvida pelo Complexo do Alemão, arcabouço e quartel general da bandidagem, criada a muito toddy por décadas de populismo e promiscuidade política.
A via que vemos serpenteado por de trás da igreja, possivelmente a Estrada da Penha, em uma pequena elevação abriga hoje a favela do Cariri de uma lado e a Vila Cruzeiro do outro, fagocitando praticamente todo o tecido formal deste pedaço.
O morro ao fundo, coberto de vegetação é o do Alemão, totalmente invadido a passos galopantes a partir dos anos 80, embora já estivesse ligeiramente favelizado desde os anos 50. Temos aí , só desse lado as Favelas do Alemão e Pedra do Sapo.
A via que vemos cortando o vale abaixo possivelmente é a Rua Ministro Moreira de Abreu, uma via de antigas características de rua de subúrbio que vem sendo sufocada pela decadência e dominação de toda a área circuvizinha, cujo o perímetro aumenta cada vez mais, fazendo a alegria de todos que se beneficiam do vácuo do poder estatal, políticos populistas e assistencialistas, traficantes, “igrejas”, movimentos ditos populares etc…
Agradecemos ao amigo Carlos Ponce de Leon Paiva o envio desta foto

Luiz D´ comentou,
Foi impressionante o avanço da favelização a partir da década de 80 nessa área, como você bem descreveu.
Assisti de perto como uma região aí perto, a da Estrada do Itararé, acabou por conta do Complexo do Alemão e favelas adjacentes, tudo sob a inoperância das autoridades. Indústrias grandes tiveram que se mudar e o Estado nada fez.
Uma desgraça.
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4 de agosto de 2010 às 6:26
Helio Ribeiro comentou,
O Estado nada fez nem fará. Afinal, o Estado difere dos bandidos apenas em uma característica: é a única facção criminosa que não combate as demais. Pelo contrário, busca o apoio de todas. Portanto, está anos à frente do PCC, CV, TCP, ADA e outros grupos.
Não é a toa que as leis do país cada vez mais suavizam as penas para os crimes e possibilitam cada vez mais cedo que os bandidos condenados possam voltar ao seio da sociedade, onde mamarão por mais anos. Trata-se de um exemplo claro de irmandade do crime.
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4 de agosto de 2010 às 8:42
Derani comentou,
Só há de se lamentar pois solução à vista não existe, ou melhor, não querem que exista.
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4 de agosto de 2010 às 15:38
antolog comentou,
André,
A via que você menciona como sendo a Estrada da Penha (o correto é Avenida N. S. da Penha), na verdade é a Estrada José Rucas.
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Andre Decourt respondeu em agosto 4th, 2010 às 21:13:
Anotado
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4 de agosto de 2010 às 18:59
Gabriel Sperandio comentou,
Hoje em dia, o Alemão domina a vista para um dos lados. A ocupação já é bem próxima à da escadaria propriamente dita.
O populismo já tem via aérea, com teleféricos que desembocarão na Praça das Nações.
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6 de agosto de 2010 às 22:56
JBAN comentou,
Um verdadeiro espanto !
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22 de agosto de 2010 às 1:01