Nossa foto de hoje foi enviada pelo amigo Hélio Ribeiro do Bondes do Rio de Janeiro ( http://www.bondesrio.com/ ) e mostra a saída do Túnel Novo na Av. Princesa Isabel.

Esta é a galeria nova, aberta em paralelo a primitiva de 1906 e até hoje nunca terminada. Pois com a pressão pela liberação do tráfego em todas as 5 pistas de cada túnel esta galeria que deveria ser novamente fechada para as últimas obras de acabamento nunca o foi, bem como foi liberada antes do tempo para as obras na outra galeria ainda com as 2 faixas fosse apressada. Em comparação com os outros túneis com a mesma tipologia de construção esta é a única galeria que não possui a abóboda revestida com azulejos, bem como  o tráfego de bondes continou em mão dupla até o encerramento da operação dos carris na cidade, o que também  era uma improvisação.

O absurdo viário ganhou o maldoso apelido de “mata paulista” pelo fato de os carris circularem dentro da galeria mais escuras de todas na contramão.

Na foto vemos 2 lotações e um ônibus apelidado de bustuda, apelido alusivo as formas de seu para-brisa que avançavam para fora do painel dianteiro do ônibus. Observamos também 2 dos postes usados tanto na Av. Princesa Isabel como na pista sentido Copacabana da Av. Lauro Sodré, curiosamente a outra pista usava postes americanos. Esses postes foram usados na Av. Pres. Vargas, ponte velha da Ilha, algumas ruas do Alto-Leblon e eram muito parecidos com os de São Paulo ( os da Pres. Vargas eram iguais) diferindo só o uso de concreto armado no poste, enquanto os paulistas eram de ferro fundido inclusive com canelado em baixo relevo.

Constatamos que ao contrário de hoje o sistema original de iluminação do túnel funcionava muito bem, diferente do estado de indigência que a conservação urbana de nossa cidade chegou, ao ponto de se fixar spots presos no teto do túnel com fiação dependurada numa absurda gambiarra que indica um poder público incompetente e porco.