Essa é uma das imagens que desafia a noção espacial de qualquer um, pela ausência de marcos urbanos e pela precariedade dos geográficos, embora possamos fazer algumas especulações quanto ao lugar aproximado da foto.

Estamos no início dos anos 50, numa região que crescia ainda lentamente, fomentada anos antes pela abertura da Av. Brasil e o loteamento de antigas fazendas que sepultava de vez o passado agrário dessa região, antes um dos celeiros para a cidade, como era todo o reconcávo de Inhaúma e áreas vizinhas.

Embora a região contasse com uma ramal de trem a urbanização ainda diferia muitos dos subúrbios da Central, consolidados nos final do Séc XX. Penha, Olaria, Cordovil, Irajá etc… sofriam com a falta de infra-estrutura urbana como vemos pela rua de terra, embora já iluminada. Somente na Guanabara é que essa região começou a ser ativamente urbanizada, processo este que durou até o início dos anos 70 quando as útimas ruas de terra foram finalmente saneadas e asfaltadas, sendo a estação de tratamento de esgotos da Penha um dos marcos deste processo.

 Observamos também que embora simples, não víamos barracos ou casas sem revestimentos, em todas as residências que vemos podemos notar alguma preocupação estética, como balcões, varandas, janelas completas etc….

Pela largura da via, que embora ainda não urbanizada demostra o seu PA pelos muros das casas, bem como pela posição dos morros atrás especulamos que estamos na faixa entre as ruas Montevidéu e Califórnia, embora meu palpite indique as Ruas Conde de Agrolongo ou Belisário Pena, sendo a primeira minha favorita.

Aguardamos os estudiosos desta região para pacificar e consolidar nossas indicações.