Nesse flagrante dos arquivos da Life mostraos a elegante rua do Ouvidor em 1941.

A Ouvidor tinha perdido o posto de via mais sofisticada e importante da cidade há quase 40 anos da imagem, mas ainda concentrava nos quarteirões perto da nova avenida um fino comércio e  um importante centro de negócios, como podemos constatar pela imagem.

Vemos com destaque o letreiro da Mappin & Webb, já mostrada aqui no site, em uma imagem possivelmente dos anos 20 ( http://www.rioquepassou.com.br/2006/06/20/chic-rua-do-ouvidor-mappin-webb/ ), bem como um enorme letreiro da Whestinghouse, o que mesclava dois tipos de negócio, o tradicional de alta classe com a nova realidade do bem de produção do séc. XX muitas vezes com alto valor agregado.

Outro negócio que chama a atenção e o de seguros, explicado pela proximidade com o prédio da Cia Sulaméria, o qual vemos ao fundo da imagem, na época possivelmente a maior seguradora do país, há pelo menos umas três corretoras de seguros na imagem. Por fim temos lojas de roupas e calçados, de forte presença na rua até a decadência dos anos 80.

Por fim não podemos de deixar de observar o urbanismo diferenciado da via, com calçadas de ladrilhos hidráulicos, que chegaram até os anos 70 em péssimo estado bem como as belas luminárias em arco, característica das vias estreitas do Centro, que ainda podem ser vistas, quase todas em péssimo estado em algumas poucas vias, onde elas foram esquecidas pela Rio-Luz ou Light quando de sua desativação. Pouquíssimas ainda funcionam, ou até mesmo tem luminárias. Reparem também na textura do asfalto, impressionante se compararmos que espalham pela cidade me fortes ações de marketing e pífia qualidade…..

Nessa época os sobrados ecleticizados já começavam a sofrer mudanças, com a instalação de marquises de alvenaria e grandes vitrines, como vemos na loja O Pavilhão, ao contrário dos sobrados que ainda mantinham toldos ou marquises metálicas como a do Calçados Clark.