Com a decisão de se demolir o velho prédio o corpo social começou a se mobilizar para reunir o aporte necessário para a construção do novo prédio. Em 1929 o presidente José Manuel Fernandes apresenta um projeto de autoria da Cia Pederneiras, mas a reunião do conselho de Agosto de 29 rechaçou o projeto, mas não a idéia da nova sede, que acompanhou a indicação do nome de Heitor Beltrão para o biênio seguinte.

Com a eleição deste, foi apresentada uma nova proposta, desta vez da Cia Candiota, Sá e Barbastefano, mas ainda faltava numerário para a demolição do velho prédio e a construção da nova sede,questão esta resolvida com a criação de uma sociedade por cotas, como foi feita para a compra do imóvel anos atrás.

Em 1930 com uma pequena cerimônia inicia-se a demolição do velho prédio senhorial, em em pouco mais de um ano o novo prédio, juntamente com um ginásio foi entregue, logo após a nova piscina, construída em um lote nos fundos do terreno original recentemente adquirido, também foi concluída.

O prédio como vemos nas imagens, vagava entre dois estilos tão em voga na época o Neo-Colonial e  o Missões, com dominância deste último como podemos atestar pelas portadas e luminárias, sendo muitíssima parecida com a sede do Botafogo em Gal. Severiano, embora o prédio do alvi-negro seja alguns anos mais velho, inaugurado em 1928.

A nota curiosa é que juntamente com as obras da nova sede, novo ginásio e piscina foi construída uma represa para o Rio Trapicheiros, com a capacidade de 500.000 litros que eram “filtrados” por uma tela de arame para um tanque de 50.000 litros com a finalidade de irrigação dos jardins e do saibro das quadras de tênis, o que atestava que nos anos 30 o Trapicheiros era muito mais limpo que a infecta vala de esgoto que se transformou, abastecido pelo esgoto deitado pelas “comunidades” que invadiram os morros do vale da grande Tijuca.

Nos anos 50, após pouquíssimo tempo após sua inauguração o prédio foi demolido para uma nova sede em estilo moderno, como era moda na época entre vários clubes.