Dependendo da década poderíamos nomear nosso post como Rua Tubira esquina com Praia do Pinto, Av. Lagoa de Freitas, Rua Paulino Werneck, Rua Tuim (acredito ser esse o nome expontâeo da via oficializado em algum momento dos anos 30), Rua João Lyra (seria esticada), Rua Dr. Marques Canário e por fim em algum lugar nos anos 70 com a urbanização da Selva de Pedra esticaram a Adalberto Ferreira até se encontrar com a Mário Ribeiro.

A Tubira possivelmente é uma das ruas mais antigas do Leblon e surgiu de forma expontânea como ligação da Rua do Pau e Largo da Memória e Caminho do Sapê com as areias da Praia do Pinto, que começava junto a Pedra do Baiano e terminava em terreno de mangue na foz original do Rio Rainha (antigo Branco) hoje em terrenos do Jockey.

Curiosamente sempre teve esse seu único quarteirão, embora num dos primeiros planos complementares ao de arruamento do Leblon ela seria prolongada até um pequeno largo na encontro com a antiga Rua Don Pedrito e a Av. Afrânio de Mello Franco nas margens da Lagoa. Projetos posteriores como o “Jardim Leblon”, a entrega do lodaçal resultante dos aterros do Jockey ao Flamengo foram encurtando seu imaginado prolongamento até nos anos 50 ficar como era no séc. XIX.

Como via primal do bairro ela abrigava algumas construções anteriores ao loteamento do bairro já no séc. XX, eram barracões, casas de pescadores e algumas vilas proletárias, como é o caso da casinha que vemos totalmente fora do alinhamento, que na realidade fazia parte de uma vila com entrada pelo Largo da Memória, aparentemente esse alinhamento acompanhava algum pequeno curso d’água que descia da elevação onde hoje estão a Rua Cap. César Andrade e o 23 BPM, pois consta até mesmo em mapas antigos uma galeria cortando a Bartolomeu Mitre nesse ponto.

A casinha caiu logo depois do início da década de 70, desapropriada pela SURSAN para regularizar o emboque das ruas, criar calçadas para os pedestres e eliminar um ponto crítico de acidentes na Z.Sul pela má visibilidade da esquina.